sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Watson, o supercomputador criado pela IBM

“Com Watson IBM lança a era das máquinas que aprendem”



Waltson
Imagine alguém, em qualquer parte do mundo, poder acessar um computador que, em apenas três segundos, é capaz de pesquisar um assunto e dar a resposta para qualquer questionamento, do mais simples ao mais complexo. Em Nova York, nos Estados Unidos, no topo de uma montanha, pode ser encontrada, a baixas temperaturas, esta supermáquina inteligente. Trata-se de Watson, um programa criado pela IBM, com a capacidade de armazenar informações num espaço de 15 trilhões de bytes de memória, o equivalente a cinco mil computadores juntos.

Há quatro anos, o supercomputador vem sendo desenvolvido com a ajuda de 30 cientistas. Capaz de interagir e oferecer respostas instantâneas, é composto por duas grandes unidades, cada uma com cinco torres e 10 servidores IBM modelo Power 7. Ele não está interligado à internet; na verdade, busca os dados que ficam armazenados em sua extensa memória, que possui cerca de 200 milhões de páginas de dados.

Homem X Máquina
Recentemente, Watson participou de um dos mais disputados programas norte-americanos de quiz show, o Jeopardy. De um lado, estava Brad Rutter; do outro, Ken Jennings, experts em competições neste tipo de entretenimento. Com perguntas divididas em categorias e baseado em jogos de palavras e demais sutilezas semânticas, o desafio era a máquina conseguir vencer a mente humana. E o resultado foi surpreendente: além de até arriscar palpites e lançar as apostas, Watson venceu os dois concorrentes, levando o prêmio de um milhão de dólares, que posteriormente será destinado a instituições de caridade.

Segundo o diretor do projeto Watson no IBM Research, David Ferrucci, o supercomputador não é perfeito e comete erros. “Ele tem 75% de chances de acertos em relação às perguntas que lhe são feitas, enquanto que um ser humano tem 40%.”

Diagnósticos preciso
Com a diversidade de dados de que dispõe a supermáquina da IBM, espera-se que ela seja uma ferramenta eficaz em seu novo desafio: responder a milhões de perguntas com mínima margem de erro e em curtíssimo espaço de tempo. O impacto dessa nova era já está sendo notado por todos os setores da economia mundial, estabelecendo-se a nova fronteira da tecnologia da informação.

Por enquanto, Watson será usado na área da saúde. Testes serão feitos no Centro Médico da Universidade de Columbia e na Escola de Medicina da Universidade de Maryland. Para o professor Eliot Siegel, desta universidade, “o programa poderá ser útil na análise de periódicos e livros, o que ocuparia muito tempo de um médico”. No caso de ele ser usado em pacientes, ainda serão necessários mais dois anos de treinamento para que o seu programa entenda os registros médicos e avalie os sintomas das doenças.
“O grande valor do Watson será avaliar todos os dados possíveis a determinados casos, auxiliando médicos e pacientes na melhor decisão sobre diagnósticos e tratamentos”, afirmou Herbert Chase, médico da Universidade de Columbia.

Fonte: Arca Universal

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