Ateus criticam muitos dos hábitos dos
devotos seguidores de alguma fé. Mas agora parece que o ateísmo está querendo
utilizar um elemento tipicamente religioso: erigir um templo de adoração.
O escritot
Alain de Botton anunciou seus planos de construir o primeiro “templo ateu” do
Reino Unido e, possivelmente, do mundo. Com a colaboração do arquiteto Tom
Greenall , a obra será construída em Londres .
Dedicados à
ideia de perspectiva, a torre negra terá cerca de 46 metros de altura, uma
medida que remete à “verdadeira idade” da Terra: 4,6 bilhões ano. Ou seja, cada
centímetro equivale 1.000 mil anos. Na base da torre haverá uma pequena lâmina
de ouro de um milímetro de espessura, simbolizando o tempo de vida da
humanidade na Terra.
Mas um lugar de
culto não é o único elemento da religião organizada que ateus podem se
beneficiar, diz de Botton. Ele entende que ateus como Richard Dawkins nunca
irão convencer as pessoas que o ateísmo é uma forma atraente de olhar a vida.
Em seu livro mais recente “Religião Para ateus”, o autor aponta que o design, a
arte e a ideia de comunidade poderão inspirar e atrair seguidores de uma “vida
sem Deus”.
Ainda não foi
anunciada uma data final para a abertura do templo, mas ele espera edificar
outros templos parecidos em todo o Reino Unido. Também não foi revelado quem
arcará com os custos da obra.
“Por que as
pessoas religiosas têm alguns dos mais belos edifícios na terra?”, pergunta
Alain de Botton. “Chegou a hora dos ateus terem suas próprias versões das
grandes igrejas e catedrais”.
Esse conceito
já era defendido por ele no livro e agora deve se tornar realidade. “As
religiões sempre souberam que um belo edifício é uma parte indispensável para
firmarem a sua mensagem. Apenas os nossos livros não conseguirão fazer isso”.
Ele diz ainda
que não precisa lembrar de um deus ou deuses em um local desse tipo. “Você pode
construir um templo para tudo o que é positivo e bom. Isso poderia significar:
um templo para o amor, a amizade ou o respeito”.
Fonte: Gospel Prime
Traduzido e adaptado de
Huffington Post e Dezeen

Nenhum comentário:
Postar um comentário